quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Sessão Especial " DIAMANTINO" - Monumental, Lisboa

Sessão especial " DIAMANTINO" 

Ainda não tive oportunidade de vos falar deste filme que é para mim dos melhores filmes portugueses deste ano e do ano passado! Como doida por cinema que sou, assisti a este filme 11 vezes, exactamente 11 vezes... 
Diamantino é para mim dos filmes mais loucos e diferentes de sempre. Este filme conta com uma história absolutamente estranha e apaixonante. Conta com uma edição e montagem algo de maravilhoso, absolutamente maravilhoso. Uma fotografia extraordinária e um elenco fabuloso. 
Mas dentro do elenco eu tenho que destacar as irmãs Moreira, para mim definitivamente algo indispensável, quão incríveis elas estiveram! Sou adepta de finais felizes como aqui aconteceu, mas para mim não foi de longe nem de perto a melhor história dentro desta História, foram as manas Matamouros! 
Parabéns ao Gabriel Abrantes e ao Daniel Schmidt e à restante equipa! 
















Entrevista a Fernanda Serrano!

Fernanda Serrano

terça-feira, 15 de maio de 2018

25 FACTOS SOBRE.. Zé Manel

Por David Velez


Animal. Animal: Polvo
Desporto: Nenhum Cor: Preto Filme: Dancer in the dark Filme Disney: Bela adormecida
Peça de teatro: O Deus da Carnificina Livro: A história secreta de Donna Tartt Musica: Foolish Games- Jewel Músico: Jeff Buckley Signo: Touro Má característica: Intolerância Boa característica: Sensibilidade Citação: Ama-me quando eu menos merecer que é quando eu mais preciso. Acessório: Telemóvel Compartimento da casa: Quarto Jogo de infância: Monopólio Estilo: Victoriano Foto a cores ou pb: Preto e Branco Praia ou piscina: Piscina Contos inf. Ou história verdadeira: História Verdadeira Amor ou amizade: Amizade Chinelos ou tênis: Botas Sol ou chuva: Sol Bebida: Água Fruta: Melão




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segunda-feira, 14 de maio de 2018

25 FACTOS SOBRE.. Liliana Brandão!







Animal: o cão, o Golden Retriever Desporto: Não pratico, mas adoro ver um bom jogo de ténis. Cor: Vermelho Filme: Husbands and Wives e Manhattan do Woody Allen; IL Postino de Michael Radford e de Massimo Troisi
Filme Disney: Mulan
Peça de teatro: Closer, do Patrick Marber Livro: The Great Gatsby Musica: “Silence” dos Matt Pond PA Má característica: Saudosismo Boa característica: Calma e Paciência Citação: A vida é o que acontece enquanto fazes outros planos! Acessório: Um anel que a minha avó me deu pouco antes de falecer. Compartimento da casa: cozinha Receita para a pele saudável : dormir bem, beber muita água, comer frutas e legumes e ser feliz! Foto a cores ou pb: a preto e branco. Praia ou piscina: ambas Contos inf. Ou história verdadeira: a história verdadeira da menina que caiu num poço (eu!) Amor ou amizade : amor com muita amizade! Salto alto ou tênis : ténis Sol ou chuva: Sol Bebida: Caipirinha Fruta: Mangos

quinta-feira, 15 de março de 2018

Entrevista a Luís Nascimento

 
      Fotografia de Marta Machado

 O Luís Nascimento é um Actor euro-asiático, licenciado na Escola Superior de Teatro e Cinema e dobrador de séries de desenhos animados. Recentemente participou no seu primeiro projeto em televisão,TVI,com o personagem Zhu, em Jogo Duplo, um homem frio e calculista. 





 


                                            Zhu, Jogo Duplo, Tvi


                Entrevista a Luís Nascimento


1-      Como surgiu o teu interesse pela representação?

Desde muito cedo que o imaginário do cinema despertou em mim um fascínio e curiosidade. No entanto, foi só quando pisei um palco pela primeira vez, que decidi que queria fazer isto para o resto da vida.

2-      És o único artista na família ou tens influências dentro dela?

Tenho dois primos que são músicos.

3-      De todos os grandes nomes da televisão portuguesa, qual a tua maior referência? E na televisão estrangeira?

O Nicolau Breyner, o Rui Mendes, a Eunice Muñoz, a Gloria de Matos e o Diogo Infante. Na televisão estrangeira, o Patrick Stewart, o Edward James Olmos, a Helen Mirren, o David Tennant, entre outros…

4-      Em “Jogo Duplo” começaste logo a contracenar com um dos mestres da televisão portuguesa, o Diogo, como foi para ti essa experiência?

Foi uma experiência muito gratificante. Aprende-se imenso a contracenar com atores do nível do Diogo Infante, do João Catarré e da Sara Prata.

5-      Gravaste em estúdios e em exteriores, para ti em qual dos dois existe menos pressão? Porquê?

Para mim foram as gravações em exterior. Talvez porque tinha pouco para falar e assim pude ir perdendo o nervosismo de quem está a filmar pela primeira vez.

6-      Gravaste em Macau e sei que existe algo que queres mostrar às pessoas para além dos casinos e das tríades, queres falar-nos um pouco mais disso?

Macau é uma terra muito romântica. Tem uma mistura de pessoas e culturas diferentes que lhe atribui um encanto muito especial.

7-      Que dobragens de personagens ou filmes conhecidos já fizeste? Qual a que achas que foi a que o público mais apreciou?

Já fiz imensas dobragens, mas talvez as mais vistas tenham sido a “Patrulha Pata” e a “Idade do Gelo 5- O Big Bang”. Quanto ao personagem que o público mais gostou , não sei.  Espero que todas!

8-      Para se ser um bom actor é preciso...

Muita dedicação e um pouco de loucura.


Fotografias de Rita Antunes 






domingo, 15 de outubro de 2017

Aniversário de Álvaro de Campos



Porque hoje ele faz anos! Vamos sentir as suas palavras!

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa 

Portugal em Revista


"Portugal em Revista" está em cena de quinta a domingo às 21:30h, Sábado e Domingo às 16:30h no Teatro Maria Vitória em Lisboa! Vá ver e divirta-se! 

Sou uma fã incondicional de teatro e artes do espetáculo! Vou imensas vezes ao teatro, há peças que até vou ver mais que duas vezes repetidas! Quando soube desta revista fiquei com um entusiasmo enorme, esta revista tem atores que sigo desde pequena como é o caso do actor Miguel Dias,daí todo o entusiasmo! Depois há aqueles que eu sigo relativamente há pouco tempo como a actriz Rosa Villa e Susana Cacela, que me surpeenderam muito mas muito mesmo, e se eu gostava delas enquanto actrizes agora ainda gosto mais! São duas actrizes maravilhosas, e quem sabe excelentes, duas por quem tenho um enorme carinho! A Rosa Villa já a conheço há algum tempo pessoalmente cerca de dois anos, é um ser humano muito agradável e amigo! A Susana Cacela é uma referência minha desde que fez a sua pequena participação na Floribella, e que tive o enorme prazer de conhecer no fim de semana passado, também um ser maravilhoso! 
Continuando a falar desta maravilhosa peça, têm de ir ver!!! Têm mesmo!! Tem um guarda roupa incrível, músicas deliciosas, danças mágicas, e homenagens maravilhosas ao nosso querido Nico, e Salvador Sobral! Tem também espaços de comédia com algumas imitações fabulosas da nossa querida Cristina Ferreira (Susana Cacela) e Goucha ( Paulo Vasco) , entre outros momentos hilariantes! 

"Portugal em Revista" está em cena de quinta a domingo às 21:30h, Sábado e Domingo às 16:30h no Teatro Maria Vitória em Lisboa! Vá ver e divirta-se!